27 fevereiro, 2015

Ex-alunos contam experiência de ensino domiciliar, que cresce no país


Ex-alunos contam experiência de ensino domiciliar, que cresce no país

Mateus Luiz de Souza
Desde 2012, o MEC permite que o desempenho no Enem seja utilizado como certificação de conclusão do ensino médio. O foco era beneficiar alunos de supletivo, mas a medida na prática facilitou também a vida dos jovens que foram educados em casa –o homeschooling.
Segundo a Aned (Associação Nacional de Educação Domiciliar), desde então o número de adeptos no Brasil dobrou e atingiu 2.000 famílias.
A Folha procurou ex-alunos do homeschooling para conhecer suas impressões sobre o sistema em expansão.
Lorena Dias, 17, saiu da escola em 2010, no 8º ano. Ela diz ter pedido para sair, porque sofria bullying e os pais estavam preocupados com as greves e a presença de drogas e no colégio público em que estudava, em Contagem (MG).
Guilherme, 13, e Lorena, 17, que são educados em casa pelos seus pais, Lilian e Ricardo Dias
"Não tinha muita ideia de como faríamos. Fiquei um pouco perdida no início", diz.
Ela admite que o padrão rígido de estudos estabelecido pelos pais no começo, determinando horários e os conteúdos, foi flexibilizado com o tempo. Questionada se isso não é ruim, ela responde que não. "Me senti livre para usar meu tempo da forma mais confortável. Na escola, você segue o ritmo do professor."
Ela diz que sentia falta da convivência diária com crianças. Para tentar compensar, os pais faziam encontros quinzenais de famílias adeptas do homeschooling. Além disso, ela manteve contato com algumas amigas da escola.
Lorena está tentando se matricular em jornalismo em uma universidade de Brasília, onde mora hoje. A falta de um certificado de ensino médio tem sido um problema –para utilizar o Enem, o aluno precisa ter 18 anos, um a mais do que ela. Lorena tenta agora uma liminar judicial.
Vale lembrar que, apesar do Enem, o homeschooling não é regulamentado no Brasil, ao contrário do que ocorre nos EUA. Assim, as famílias precisam estar cientes de que não há consenso sobre sua legalidade.
Uma interpretação judicial possível é que as famílias estão violando o artigo 246 do Código Penal (que considera crime "deixar de prover à instrução primária" aos filhos).
A Aned alega que quem dá homeschooling não está deixando de prover instrução primária. A maior parte das famílias nunca teve problemas legais, mas ficou famoso o caso do casal Cléber e Bernadeth Nunes, de Timóteo (MG), condenado a pagar multa de R$ 9 mil em 2010 por educar os filhos em casa. O conselho tutelar levou o caso ao Ministério Público, que abriu a ação.
Os garotos Jônatas e Davi estão hoje com 20 e 21 anos. Jônatas critica o ensino formal –diz que as provas que fez eram "pura decoreba". Em casa, não tinham horário para estudar: eram livres para decidir quando pegar nos livros. De família religiosa, liam a Bíblia com frequência.
Os garotos se dedicaram também à informática. Adolescentes, criavam sites para clientes da região. Em 2011, ganharam R$ 30 mil de prêmio na Campus Party, por um projeto de melhora para o AcessaSP (rede de acesso gratuito à internet de São Paulo).
Davi é hoje responsável pela informatização da nefrologia do hospital municipal de Betim (MG). "Vou querer educar meus filhos com ensino domiciliar", diz.
Não seria o primeiro caso. A família Brennan, aliás, já está na terceira geração de homeschooling.
Os pais de Timothy Brennan Jr., 41, estudaram em casa porque, quando a família se mudou dos EUA para o Pará, a escola mais próxima ficava muito longe. Depois a família se mudou para o Rio Grande do Sul, mas ele foi educado da mesma forma.
Hoje em Chapecó (SC), onde é dono de uma escola de inglês, ele até tentou colocar os filhos em uma escola, mas ficou decepcionado com os resultados. Resolveu ensinar em casa Marky, 14, e Ellen, 12.
Um desafio, diz, é que ele morava numa fazenda, com liberdade para brincar e muitas crianças ao redor. Já Marky e Ellen estão em uma cidade, onde o contato com jovens é menor, assim como os espaços para lazer.
Outra limitação é que o sistema exige muito dos pais. Ricardo Dias, 44, pai de Lorena, diz que vários pais o procuram para saber como é o ensino em casa. "O pai fica o dia inteiro fora, a mãe também. Eu falo: não dá, não faz."
"Por isso, a família tem de ter um nível financeiro bom", afirma Luciane Barbosa, doutora em educação pela USP e autora de uma tese sobre o assunto. "É muito difícil dar certo em outras condições."
É a opinião também do pedagogo Fabio Schebella. "Ao menos um dos pais vai ter que ficar em tempo quase integral com os filhos, e muitas vezes vai ter de estudar antes deles.
Divulgação: www.juliosevero.com
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07 fevereiro, 2015

Alemanha entra em choque com o papa sobre disciplina de crianças


Alemanha entra em choque com o papa sobre disciplina de crianças

Julio Severo (com a Associated Press)
A Alemanha na sexta-feira (6) rejeitou como “inaceitáveis” os comentários do papa de que é correto bater nos filhos para discipliná-los, enquanto for mantida a dignidade deles.
Francisco fez os comentários nesta semana durante sua audiência geral semanal, que foi dedicada ao papel dos pais na família.
Francisco resumiu as características de um bom pai: um homem que perdoa, mas tem condições de “corrigir com firmeza” enquanto não desanima a criança.
“Certa vez, ouvi um pai numa reunião de casais dizer ‘Às vezes tenho de dar umas palmadas em meus filhos, mas nunca na face a fim de não humilhá-los,’” disse Francisco.
“Que bonito!” comentou Francisco. “Ele sabe o sentido de dignidade! Ele tem de puni-los, mas faz isso com justiça e vai em frente.”
Verena Herb, porta-voz do Ministério das Famílias na Alemanha, disse aos jornalistas na sexta que “não dá para existir palmada com dignidade,” e comparando disciplina de crianças com violência, ela acrescentou, “toda forma de violência contra crianças é completamente inaceitável.”
Completamente inaceitável é o que o governo alemão faz.
Os pais alemães que dão educação escolar em casa ou disciplinam fisicamente os filhos podem perder a guarda deles. Em contraste com sua dureza com os pais, a Alemanha é extraordinariamente complacente com a má conduta, nas crianças e nos adultos. Enquanto a Alemanha estava condenando o papa por mostrar apoio à disciplina de crianças, o Comitê Judaico Americano estava criticando um tribunal alemão por concluir que dois muçulmanos que cometeram um ataque de bomba incendiária numa sinagoga em julho do ano passado não eram antissemitas.
Complacência para com a conduta criminal. Crueldade para pais que cumprem seus deveres de família. Esse é o jeito da ONU na Alemanha.
O fato é que uma insanidade leva à outra. Na Alemanha, castigo físico de crianças é crime. Ao que tudo indica, cometer ataque a bomba numa sinagoga não é crime e nem mesmo antissemita na Alemanha. Os muçulmanos terroristas que cometeram o ataque de bomba incendiária na sinagoga foram sentenciados a realizar 200 horas de serviço comunitário.
Complacência para muçulmanos terroristas, e nenhuma complacência para o papa e para os pais.
Não só a Alemanha tem sido dura com o Vaticano sobre disciplina de crianças, mas a ONU também.
No ano passado, o comitê de direitos humanos da ONU “recomendou” que a Santa Sé introduzisse uma emenda em suas próprias leis para proibir especificamente o castigo físico de crianças, inclusive dentro da família.
Em sua resposta escrita, o Vaticano argumentou que de forma alguma promove castigo físico, que o termo “castigo” nem mesmo é usado no ensino católico e que de acordo com o ensino católico, os pais “têm de ter condições de corrigir a ação imprópria de seus filhos impondo certas consequências razoáveis para tal conduta, levando em consideração a capacidade da criança compreender as consequências como corretivas.”
Todas as nações que são signatárias da Convenção da ONU sobre os Direitos das Crianças (CDC) são obrigadas a revogar suas leis que permitem que os pais disciplinem fisicamente os filhos. Pelo fato de que o Vaticano é um dos signatários, não se sabe se o papa conseguirá continuar apoiando os pais e seu direito de disciplinar seus filhos.
Uns 39 países signatários da CDC proíbem o castigo físico em todos os ambientes, inclusive pelos pais no lar. Essas nações abrangem desde a Suécia e Alemanha até o Brasil, que proibiu a disciplina física depois de um acordo envolvendo o governo de Dilma Rousseff, Xuxa e a Frente Parlamentar Evangélica no ano passado. Até a Argentina socialista, a pátria do papa, proíbe todo castigo físico de crianças, inclusive no lar.
Nos Estados Unidos, que é a única grande nação cristã que, por pressão de grupos evangélicos pró-família, não ratificou a CDC, os pais podem legalmente disciplinar fisicamente os filhos enquanto a força usada for razoável.
Com informações da Associated Press.
Versão em inglês deste artigo: Germany Clashes with Pope over Child Discipline
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27 janeiro, 2015

Pais que Educam Filhos em Casa São Retratados como Terroristas em Exercício Financiado pelo Ministério de Segurança Nacional dos EUA


Pais que Educam Filhos em Casa São Retratados como Terroristas em Exercício Financiado pelo Ministério de Segurança Nacional dos EUA

Kurt Nimmo
Uma reportagem da TV KOMO 4 News mostra o retrato assustador da polícia lutando contra “pais revoltados” em uma simulação de tiroteio em uma escola. Treinamentos policiais visando tudo entre adeptos da educação escolar em casa e constitucionalistas (“extremistas de direita” no jargão governamental) estão longe de ser raridade. Tais exercícios agora são um fator proeminente no estado policial em expansão.
Em 2002, Alex Jones fez a cobertura de uma simulação de tiroteio em uma escola realizada pela polícia que visava os homeschoolers (adeptos da educação escolar em casa), assunto incluído em seu filme Police State Trilogy (Trilogia Estado Policial). Desde aquele tempo, o esforço de difamar os pais que decidem educar os filhos em casa como extremistas e terroristas só aumentou.

Exercícios do Estado Policial Agora São Parte do Ambiente da Escola Pública

Em 2004, policiais em Muskegon, no estado americano de Michigan realizaram um “falso ataque” a um ônibus escolar como parte de um exercício de contraterrorismo. Os terroristas retratados no exercício não eram muçulmanos fanáticos, nem mesmo os imaginários extremistas de direita; eram supostamente fanáticos homeschoolers.
De acordo com o jornal Muskegon Chronicle, o exercício era uma simulação de um “ataque realizado por um grupo radical chamado Pirados Contra as Escolas e a Educação, que acreditavam que todos deveriam receber educação escolar em casa”, noticiou o Homeschool World em setembro de 2004.
 O ataque simulado foi financiado pelo Ministério de Segurança Nacional (DHS: Department of Homeland Security).
O Prison Planet.com noticiou:
O falso ataque foi financiado por uma verba do Ministério de Segurança Nacional e exigia a participação dos estudantes atuando como vítimas feridas, envolvendo também hospitais, necrotérios e manequins pintados com a aparência de crianças mortas, com pais orientados a correr às salas de emergência desesperados acreditando que seus filhos haviam morrido.
O Distrito de Ensino Fundamental da Área de Muskegon posteriormente teve que se desculpar por caracterizar homeschoolers como terroristas após centenas de reclamações.
Estereótipos sistematicamente usados pela mídia demonizam os pais que dão educação escolar em casa aos filhos como jecas, retardados e extremistas, apesar do fato de que as competições locais e nacionais de soletração são rotineiramente ganhas por crianças educadas em casa.
Os incessantes ataques aos adeptos da educação domiciliar são uma tentativa de neutralizar quaisquer alternativas dos pais de colocar seus filhos nos gulags estatais de reabilitação conhecidos como “sistema de ensino público”.
“Michigan é o epicentro da agenda para transformar todas as escolas em centros de internação de jovens, realizando lavagem cerebral em todas as crianças para que aceitem a presença de câmeras de vigilância, escaneamento biométrico para acesso às instalações e compra de comida, crachás com localizador e homens uniformizados apontando armas para eles como normal”. Paul Joseph Watson e Alex Jones escreveram em 6 de novembro de 2008: “Somado a isso está a agenda declarada de não educar, mas imbecilizar e fazer lavagem cerebral com uma retórica humanista bizarra sobre os males da família, tudo em preparação para uma suave aceitação da escravidão na fase adulta como uma formiga operária no controle da matrix da elite”.
Mas não são somente os adeptos da educação domiciliar que são retratados como terroristas nos treinamentos do governo em escolas.
Em 2011, o condado de Pottawatamie, no estado de Iowa, um treinamento conduzido pelo Ministério de Segurança Nacional simulava um tiroteio em uma escola. O atirador foi retratado como “um adolescente branco, cuja família estava envolvida em manifestações contra a imigração ilegal” e que apoiava a Segunda Emenda (emenda da constituição americana que garante o direito a posse e porte de armas). O pai do atirador era retratado como membro de um “grupo supremacista branco clandestino”, de acordo com um e-mail enviado à Infowars.com.
As crianças nas escolas agora são rotineiramente sujeitadas a exercícios sem aviso prévio. Em uma escola em Michigan em 2006, policiais militarizados levaram estudantes “das salas de aula para os corredores, onde foram revistados pelos policiais e questionados sobre o que levavam nos bolsos. A agência noticiosa Associated Press noticiou que algumas crianças ‘ficaram tão assustadas que quase molharam as calças’”.
“Nos anos após o ataque terrorista aos EUA em 11 de setembro de 2001 e o massacre de Columbine, houve um esforço conjunto para fazer as simulações de emergência nas escolas muito mais ‘realistas’ e intensas”, escreve Michael Snyder. “Infelizmente, o fato de esses exercícios estarem traumatizando tantas crianças não parece incomodar muitas pessoas. Será que realmente precisamos de treinamentos contra atiradores em que homens apontam armas para os nossos filhos e lhes dão tiros de festim?”
Snyder também documenta numerosos exemplos em que a direção da escola, juntamente com a polícia militarizada e muitas vezes operando com autorização do Ministério de Segurança Nacional, realocaram crianças durante simulações de ataque terrorista e ações contra atiradores. As escolas também realizam rotineiramente simulações de confinamento, uma atividade que naturalmente acostuma as jovens mentes a aceitar um estado policial cada vez mais invasivo.
“As escolas se tornaram prisões high-tech", escreveu Steve Watson em 2007. “Crianças nos EUA e no Reino Unido estão sendo condicionadas a aceitar que não são livres, e que devem se submeter a leis draconianas e medidas para sua própria segurança... Todos os dias publicamos reportagens dos principais meios midiáticos documentando essa assustadora tendência”.

Educação escolar em casa: Parte da Construção do Terror Doméstico

A demonização dos americanos que se opõem a internar seus filhos em centros de reabilitação públicos data de antes da criação do Ministério de Segurança Nacional e dos ataques de 11 de setembro de 2001.
De acordo com a revista Time, a retórica que supostamente contribuiu para o ataque a bomba ao prédio federal na cidade de Oklahoma veio de “elementos do pensamento de extrema direita bem conhecidos: resistentes fiscais, cristãos adeptos da educação domiciliar, teóricos da conspiração... e tipos autossuficientes” em oposição ao governo federal.
Lew Finch, superintendente das escolas em Cedar Rapids, no estado de Iowa, foi ainda mais longe e culpou os homeschoolers pelo ataque a bomba. “Existe um movimento dedicado, muito bem organizado e financiado na América que é enfaticamente anti-escolas públicas e anti-governo”, disse ele a Des Moines Register em 4 de maio de 1995. “O exemplo absoluto desse sentimento é o ataque a bomba do prédio federal na cidade de Oklahoma”.
“Iremos continuar a ver homens armados aterrorizarem nossos filhos, apontar armas para suas cabeças e lhes fazer lavagem cerebral para aceitarem viver sob uma tirania, a não ser que os pais e organizações de professores se unam para abrir enormes processos contra os responsáveis e denunciarmos veementemente a traiçoeira sovietização do sistema de ensino público”, destacaram Watson e Jones.
Os pais que fornecem educação escolar aos filhos e as organizações, também, fariam bem em combater a propaganda traiçoeira do governo que os compara a terroristas. Se não tiverem oposição, essa campanha em massa de lavagem cerebral irá se converter uma geração inteira, fazendo-a acreditar que a educação escolar em casa é não apenas má e socialmente nociva, mas também uma fábrica de terroristas.
O objetivo é erradicar completamente a educação guiada pelos pais e a ameaça que ela representa aos centros públicos de doutrinação que treinam as crianças a participar passivamente da sua própria destruição enquanto simultaneamente se tornam adoradores do governo.
Traduzido por Luis Gustavo Gentil do original do Infowars: Homeland Security Funded Exercise Portrayed Homeschoolers as Terrorists
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Sobre o Ministério de Segurança Nacional dos EUA:

04 dezembro, 2014

Famílias brasileiras querem legalização da educação escolar em casa


Famílias brasileiras querem legalização da educação escolar em casa

Julio Severo
Um grupo de famílias fez uma viagem de 12 horas para estar em Brasília, a capital do Brasil, para comparecer a uma votação no Congresso Nacional sobre a educação escolar em casa. A votação foi adiada, mas a presença dessas famílias e seus filhos tocou muitos deputados.
Famílias que educam em casa no Congresso Nacional
Essas famílias, que estavam sendo patrocinadas pela ANED (Associação Nacional de Educação Domiciliar), prometem estar em Brasília de novo na próxima quarta-feira, quando haverá uma possível nova votação.
Deputados aderindo às famílias que educam em casa
O atual governo brasileiro é controlado pelo socialista Partido dos Trabalhadores, e é hostil à educação escolar em casa. O governo passado do PSDB, do marxista Fernando Henrique Cardoso, era similarmente hostil.
A oposição ideológica do Partido dos Trabalhadores nos faz recordar do Partido dos Trabalhadores na Alemanha uns 80 anos atrás. Aliás, esse era o Partido dos Trabalhadores Nacional Socialista da Alemanha, também conhecido como Partido Nazista, que proibiu a educação escolar em casa na Alemanha na década de 1930. Depois da proibição, o ditador nacional socialista Hitler disse: “As crianças de hoje sempre serão os adultos do futuro. Por esse motivo, colocamos diante de nós a tarefa de inocular nossas crianças com o espírito de sociabilização em idade bem nova, numa idade em que os seres humanos não foram ainda pervertidos e portanto estão ainda intactos. O governo nazista tem as crianças como sua base e está se construindo para o futuro nessa base. E o governo nazista não dará suas crianças a ninguém, mas assumirá o controle delas e dará a elas a própria educação e a própria criação do governo.”
A lei de Hitler que proibiu a educação escolar em casa está em vigor na Alemanha ainda hoje. A Alemanha, que tolera muitos tipos de práticas e costumes muçulmanos radicais de seus imigrantes islâmicos, tem mostrado intolerância radical para com toda prática de educação em casa de pais cristãos.
A Alemanha está longe de um dos fundadores mais importantes da moderna língua alemã, Martinho Lutero, que disse: “Muito temo que as escolas comprovarão ser as grandes portas do inferno, a menos que elas diligentemente trabalhem para explicar as Santas Escrituras, gravando-as no coração dos jovens.”
Sobre o governo brasileiro, por que ele deveria imitar a conduta do governo alemão contra os pais cristãos? Sobre a presidente Dilma Rousseff, que era admiradora da União Soviética, por que ela deveria manter a lei que proíbe a educação escolar em casa? Por que o governo dela deveria perseguir os pais cristãos que educam os filhos em casa de um modo cristão?
A União Soviética não mais existe. Na Rússia de hoje a educação escolar em casa é legal. Em minha reunião pró-vida e pró-família em Moscou dois meses atrás, um dos mais proeminentes líderes da educação escolar em casa no mundo me disse que a Rússia tem vários currículos de educação em casa. Na Rússia de hoje, não é crime educar os filhos em casa. Por que no Brasil é?
A CBN News, do Pat Robertson, noticiou que a Rússia “é uma das nações mais livres para educar os filhos em casa.”
“Temos completa liberdade de educar em casa na Rússia, em termos de legalidade,” disse Pavel Parfentiev, líder pró-família na Rússia.
“A Federação Russa é mais ou menos uma campeã de direitos humanos nessa área específica. Por isso, é evidente que penso que a Rússia é um bom exemplo para a Alemanha e Suécia onde os adeptos da educação em casa são perseguidos,” disse ele para a CBN News.
Se Dilma admirava muito a velha Rússia, por que ela deveria admirar menos a nova Rússia? Ela deveria permitir a educação escolar em casa e até imitar uma lei russa que proíba a propaganda gay para proteger as crianças.
Ela não deveria imitar a Alemanha, que pratica intolerância para com os pais cristãos que educam os filhos em casa, mas tolera de forma extrema os radicalismos islâmicos.
Dilma deveria fazer uma viagem a Rússia e aprender lições básicas de liberdade, proteção e escolhas educacionais para as crianças.
Ela deveria proibir a propaganda homossexual, não a educação escolar em casa, para crianças e adolescentes.
Versão em inglês deste artigo: Brazilian Families Want Legal Homeschooling
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01 julho, 2014

Xuxa e presidente da bancada evangélica celebram aprovação da Lei da Palmada


Xuxa e presidente da bancada evangélica celebram aprovação da Lei da Palmada

Pais e mães de todo o Brasil não têm nada para comemorar

Julio Severo
O que acontece quando um bruxo de tribo ordena o sacrifício de uma criança inocente? Nada.
O que acontece quando ministros de governo e a própria presidente têm histórico de defesa do abuso e assassinato de crianças (o aborto sempre envolve essas crueldades contra crianças)? Nada.
Mas o que acontecerá quando um pai ou uma mãe der uma palmada, uma varada ou uma cintada de correção no filho? Espere para ver!
Enquanto todos os brasileiros estavam focados e distraídos na Copa do Mundo, Dilma Rousseff sancionou, em 27 de junho de 2014, a Lei da Palmada, que pune pais e mães que aplicam castigos físicos nos filhos. Agora, o confisco estatal desse direito dos pais é lei.
Diferente de milhões de famílias brasileiras, que serão diretamente afetadas pela nova lei, Xuxa não estava focada na Copa do Mundo. Quando Dilma assinou a lei, Xuxa celebrou a vitória. Todos os grupos esquerdistas, mesmo com a euforia da Copa, celebraram junto. E com o Pr. Paulo Freire, presidente da Frente Parlamentar Evangélica (FPE), não foi diferente: ele também celebrou.
As palavras de Xuxa, conforme registradas pela revista Quem da Globo, foram:
“TO TÃO FELIZZZZZZZZZ..... Ainda tem gente que duvida da existência de Deus, essa lei saiu porque Deus quis, desculpe as pessoas que interpretam trechos do Antigo Testamento achando que Deus concorda com a violência usada pra corrigir uma criança, Deus é amor, amor não rima com dor, obrigada MEU DEUS e viva a Lei Menino Bernardo.”
O que é que Xuxa entende de Deus e de Bíblia? Mas se quem diz entender (os pastores da bancada evangélica) negociaram a lei e a deixaram passar, Xuxa tem é mesmo de celebrar. O presidente da bancada evangélica disse:
VITÓRIA!  “LEI MENINO BERNARDO” (Lei da palmada)
Alamiro Velludo Netto, criminalista e professor de direito penal na USP, diz que a norma não proíbe todo tipo de tapinha: “A palmada que tem mais efeito simbólico de correção, não foi proibida, mas sim aquela que tem o caráter de agressão.”
“Agora podemos falar, a lei já foi sancionada”.
Quero parabenizar a todos os parlamentares evangélicos que comigo fazem parte da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara Federal, em especial o Deputado Federal Marcos Rogerio, pela brilhante atuação e estratégia com que trabalhamos para a aprovação da lei “Menino Bernardo” que ficou conhecida como “Lei da Palmada”. Conseguimos, com a ajuda e a graça de Deus, tirar tudo aquilo que possibilitava que o Estado interferisse na criação dos pais em relação a seus filhos, também não permitindo a proibição da famosa “Palmadinha” para a correção dos filhos. Um trabalho estrategicamente bem feito sem despertar e não deixar que nossos adversários políticos percebessem a nossa vitória, já realizada antes da Presidente Dilma assinar sancionando esta lei. Mais uma grande vitória da bancada Evangélica na Câmara Federal, dada pelo nosso bom Deus.
Deputado Federal Paulo Freire
Presidente da FPE
Eu realmente não compreendo como uma derrota pode ser vista como “vitória.” Anos atrás, o próprio senador Magno Malta classificou a Lei da Palmada como “agressão à família brasileira.” E agora Freire acha que não é nada disso? E numa entrevista a este blog no ano passado, o Dep. Marcos Rogério declarou: “Eu espero que a lei não seja aprovada. Mas, caso aconteça, muitos pais serão levados ao Conselho Tutelar e ao Juizado de menores por corrigir seus filhos.” E agora Freire diz que o Dep. Marcos o ajudou? O que foi que aconteceu com a cabeça desse pastor? Se ele disse que supostamente muitos elementos nocivos foram removidos da Lei da Palmada, por que Xuxa está celebrando? Por que Xuxa se sentiu no direito de chamar de “violência” a orientação bíblica sobre disciplina de crianças?

O que a Bíblia diz sobre disciplina física de crianças e violência

Vejamos o que a Bíblia diz do que Xuxa chama de “violência”:
“Aquele que poupa a vara odeia seu filho, mas aquele que o ama tem o cuidado de discipliná-lo”. (Provérbios 13:24 NIV)
“Quem se recusa a surrar seu filho o odeia, mas quem ama seu filho o disciplina desde cedo”. (Provérbios 13:24 GW)
“Aquele que poupa sua vara [de disciplina] odeia seu filho, mas aquele que o ama o disciplina com diligência e o castiga desde cedo”. (Provérbios 13:24 Bíblia Ampliada)
“Os açoites que ferem, purificam o mal; E as feridas alcançam o mais íntimo do corpo.” (Provérbios 20:30 TB)
“Os castigos curam a maldade da gente e melhoram o nosso caráter.” (Provérbios 20:30 NTLH)
“Os golpes e os ferimentos eliminam o mal; os açoites limpam as profundezas do ser”. (Provérbios 20:30 NVI)
“É natural que as crianças façam tolices, mas a correção as ensinará a se comportarem.” (Provérbios 22:15 NTLH)
“A estultícia está ligada ao coração do menino, mas a vara da correção a afugentará dele.” (Provérbios 22:15 RC)
“A insensatez está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a livrará dela”. (Provérbios 22:15 NVI)
“Todas as crianças são sem juízo, mas correção firme as fará mudar”. (Provérbios 22:15 CEV)
“A crianças por natureza fazem coisas tolas e indiscretas, mas uma boa surra as ensinará como se comportar”. (Provérbios 22:15 GNB)
“Não retires a disciplina da criança, porque, fustigando-a com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno.” (Provérbios 23:13-14 RC)
“Não evite disciplinar a criança; se você a bater nela e castigá-la com a vara [fina], ela não morrerá. Você a surrará com a vara e livrará a alma dela do Sheol (Hades, o lugar dos mortos)”. (Provérbios 23:13-14 Bíblia Ampliada)
“Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno”. (Provérbios 23:13-14 RA)
“Não deixe de corrigir a criança. Umas palmadas não a matarão. Para dizer a verdade, poderão até livrá-la da morte”. (Provérbios 23:13-14 NTLH)
“Não evite disciplinar a criança; se você a castigar com a vara, ela não morrerá. Castigue-a, você mesmo, com a vara, e assim a livrará da sepultura”. (Provérbios 23:13-14 NVI)
“É bom corrigir e disciplinar a criança. Quando todas as suas vontades são feitas, ela acaba fazendo a sua mãe passar vergonha”. (Provérbios 29:15 NTLH)
“A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe”. (Provérbios 29:15 RA)
“A vara e a repreensão dão sabedoria, mas o rapaz entregue a si mesmo envergonha a sua mãe”. (Provérbios 29:15 RC)
“Uma surra e um aviso produzem sabedoria, mas uma criança sem disciplina envergonha sua mãe”. (Provérbios 29:15 GW)
Contudo, embora favoreça surras com vara, a Palavra de Deus não apoia o excesso e a violência:
“Corrija os seus filhos enquanto eles têm idade para aprender; mas não os mate de pancadas”. (Provérbios 19:18 NTLH)
“Castiga teu filho enquanto há esperança, mas para o matar não alçarás a tua alma”. (Provérbios 19:18 RC)
“Castiga a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo”. (Provérbios 19:18 RA)
“Corrija seus filhos antes que seja tarde demais; se você não castigá-los, você os está destruindo”. (Provérbios 19:18 CEV)
“Discipline seus filhos enquanto você ainda tem a chance; ceder aos desejos deles os destrói”. (Provérbios 19:18 MSG)

O que o Novo Testamento diz sobre disciplina de filhos

Para quem concorda com Xuxa e acha que essas orientações não têm mais validade alguma porque Deus as deu no Antigo Testamento, o Novo Testamento traz uma confirmação da dolorosidade da disciplina física:
“Vocês se esqueceram da palavra de ânimo que ele lhes dirige como a filhos: ‘Meu filho, não despreze a disciplina do Senhor, nem se magoe com a sua repreensão, pois o Senhor disciplina a quem ama, e castiga todo aquele a quem aceita como filho’. Suportem as dificuldades, recebendo-as como disciplina; Deus os trata como filhos. Ora, qual o filho que não é disciplinado por seu pai? Se vocês não são disciplinados, e a disciplina é para todos os filhos, então vocês não são filhos legítimos, mas sim ilegítimos. Além disso, tínhamos pais humanos que nos disciplinavam, e nós os respeitávamos. Quanto mais devemos submeter-nos ao Pai dos espíritos, para assim vivermos! Nossos pais nos disciplinavam por curto período, segundo lhes parecia melhor; mas Deus nos disciplina para o nosso bem, para que participemos da sua santidade. Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados.” (Hebreus 12:5-11 NVI)

O que a psicologia cristã diz sobre disciplina física de filhos

Para os que acham, inclusive entre cristãos, que tudo o que não tiver o embasamento da psicologia não tem validade alguma, inclusive a Bíblia, para esses corações mais inseguros há o livro “Ouse Disciplinar,” publicado anos atrás pela Editora Vida. O autor, o Dr. James Dobson, é um famoso psicólogo evangélico que apoia esses versículos e o sábio uso da disciplina com a vara.
No artigo “Dr. James Dobson responde a uma pergunta sobre disciplina de crianças,” o psicólogo evangélico diz:
O castigo físico, quando utilizado de forma amorosa e adequada, é benéfico para uma criança porque está em harmonia com a própria natureza. Considere o propósito de dores menores na vida de uma criança e como ela aprender com a dor. Suponha que o Pedrinho, de dois anos, puxe uma toalha de mesa, de modo que o vaso de rosas, que está na mesa, o atinja bem na cabeça. Com essa dor, ele aprende que é perigoso puxar a toalha da mesa, a menos que ele saiba o que está em cima dela. Quando ele toca num forno quente, ele rapidamente aprende que o calor tem de ser respeitado. Se ele chegar a viver cem anos, ele nunca mais tentará tocar num forno. Ele aprende a mesma lição quando puxa o rabo do cachorro e prontamente leva uma mordida na mão, ou quando sai do assento de bebê quando a mãe não está observando e acaba descobrindo tudo sobre a lei da gravidade.
Durante os anos de infância, ele tipicamente acumula galos, machucados, arranhões e queimaduras menores, cada um lhe ensinando acerca dos limites da vida. Essas experiências o tornam uma pessoa violenta? Não! A dor associada a esses eventos o ensina a evitar cometer os mesmos erros de novo. Deus criou esse mecanismo como valioso instrumento de instrução.
Há também os estudos do Dr. Den A. Trumbull sobre disciplina física de crianças. Num artigo estupendo, intitulado “Pesquisa contesta críticos da disciplina física de crianças,” ele desmonta os questionamentos de indivíduos como Xuxa.
Entretanto, na visão de Xuxa, Deus é tão bom e amoroso que a justiça vai para o ralo: no paraíso dela, não há espaço nenhum para inferno. Não há espaço para a dor do aprendizado. Todo mundo vai bonitinho para o céu.
Seja como for, fica agora a Lei da Xuxa e a Lei de Deus. Pior: fica agora a opinião de Paulo Freire, que diz que a Lei da Palmada vai permitir algum tipo de palmadinha. E fica a informação de Xuxa: toda palmadinha está proibida.

Conselhos Tutelares em plena atividade muito antes da Lei da Palmada

O fato é que mesmo sem essa lei, os conselhos tutelares já estão trabalhando há muito tempo nessa direção. Em 2008, conversei com um pastor de Teresópolis, RJ, que me contou que, ao disciplinar fisicamente o filho, ganhou a resposta do menino: “Se você me bater, ligo para o Conselho Tutelar. Na escola, fomos orientados a denunciar se nossos pais nos batessem.”
O pai, com sabedoria, respondeu: “Pode chamar. Eles virão, nos prenderão e vão mandar você para um orfanato. Depois, quem lhe dará tudo o que você quer e precisa?” O menino nunca mais repetiu a ameaça.
Em 2008, em Campina Grande, PB, um dos pastores palestrantes da VINACC me contou como seu filho pequeno também o ameaçou na hora de levar um merecido castigo. Nesse caso, o menino também revelou para o pai que aprendeu na escola como delatar os pais.
Nessa época, uma das maiores líderes católicas pró-vida do Rio de Janeiro desabafou para mim como teve de renunciar ao seu emprego de professora de escola pública, por não aguentar mais ver agentes do Conselho Tutelar vindo à escola para ensinar as crianças que elas poderiam fazer o que quisessem, tanto em casa quanto na escola. As aulas incluíam instruções de como denunciar os pais.

Pastor é preso e maltratado

Um caso horroroso ocorreu em 2010, quando não havia Lei da Palmada. Um pastor foi preso e injustiçado por obedecer à Bíblia. O Pr. Jeremias Albuquerque Rocha, de 25 anos, foi preso depois que uma agente do Conselho Tutelar o denunciou por bater em suas filhas, pelo que ele foi acusado de “tortura”.
Pr. Jeremias Albuquerque Rocha
Apesar de que nenhuma evidência física tivesse sido apresentada ao juiz, Rocha foi colocado em detenção preventiva, numa cela de prisão tão cheia de presos que ele era forçado a ficar de pé o dia inteiro, e tinha de dormir agachado no chão, que estava coberto de papelão.
Ele ficou meses nessa situação. Em nenhum momento se apresentou algum relatório médico documentando qualquer marca física nas suas filhas nem houve nenhum exame físico confirmando ferimentos — provas que a lei exige. Em agosto de 2010, Rocha havia, conforme as reportagens, começado a chorar e desmaiar dentro de sua cela
O maior problema do Pr. Rocha não foi ter disciplinado suas filhas fisicamente. Muito antes de sua prisão, uma de suas filhas havia sofrido tentativa de estupro no posto de saúde. O agente de saúde assediador é parente da agente do Conselho Tutelar que denunciou mais tarde o pastor. Final infeliz: o agente assediador não foi preso por tentativa de estupro contra uma menina.
Final mais infeliz: mesmo sendo inocente, e nunca tendo praticado maus-tratos e estupro contra suas filhas, o pastor foi preso e mantido em condições desumanas.

Reinterpretando a Bíblia à luz da Lei da Palmada?

Se tudo já estava arriscado anos atrás até para pastores que disciplinam os filhos, como vai ficar agora? Melhor? Só na cabeça de Xuxa e Paulo Freire.
Já que Xuxa recebeu liberdade da bancada evangélica para reinterpretar a Bíblia para os cristãos, como ela veria Provérbios 23:13-14? Essa passagem diz:
“Não evite disciplinar a criança; se você a bater nela e castigá-la com a vara [fina], ela não morrerá. Você a surrará com a vara e livrará a alma dela do Sheol (Hades, o lugar dos mortos)”. (Provérbios 23:13-14 Bíblia Ampliada)
Xuxa leria:
“Você está proibido de disciplinar seus filhos. Castigar com a vara [fina] é violência e se você fizer isso, será o seu fim. Deixando de usar a violência da vara, você livrará sua alma do inferno estatal.”
O caso do Pr. Jeremias é um exemplo de que o inferno estatal existe para os pais “desobedientes.”
Fica agora o dilema entre a obediência à Lei de Deus e a submissão à lei dos homens.

Marco Feliciano denuncia acordo da bancada evangélica que foi fundamental para aprovação da Lei da Palmada

De acordo com matéria do jornal Estadão, a Lei da Palmada só foi aprovada porque houve um acordo entre a bancada evangélica e o governo do PT. Em entrevista exclusiva ao Blog Julio Severo, o Dep. Marco Feliciano confirmou que não concordou com esse acordo. Ele disse:
Parece que fizeram de propósito, pois depois que sai da CDHM (Comissão de Direitos Humanos e Minoria) eu fiquei como um “cão de guarda” na CCJ. Minha presença pelas polêmicas e atenção da mídia os inibiam de colocar a Lei da Palmada em votação.
No dia da votação, eu não estava. Eu havia feito uma cirurgia e fiquei 20 dias sem ir ao Congresso. Nesse ínterim, aproveitaram minha ausência e colocaram o projeto com a presença da Xuxa. 
Fiquei sabendo da confusão e liguei para o Marcos Rogerio, porque falar com o presidente da FPE é quase impossível. Eu implorei para ele liderar o pessoal para não negociar e votar contra. Ele me disse que o pessoal estava com receio porque o que o Pr. Eurico fez imprimiu na FPE uma imagem de desequilíbrio e que o projeto passaria com ou sem nossos votos. Então reafirmei: QUE SEJA APROVADO, MAS QUE CONSTE FOI COM OS VOTOS CONTRÁRIOS DE TODA FPE.
Não me deram ouvidos. Anthony Garotinho falou com Paulo Freire, ambos do PR (que é base de sustentação do governo), e deu no que deu.
Qual será o próximo passo da bancada evangélica? Condecorar Xuxa por ensinar aos pastores parlamentares que Deus é amor e vara é do diabo? Ensinar a eles o que vale e o que não vale na Bíblia? Colocar Xuxa para ajudar a bancada em campanhas pró-família? Por incrível que pareça, Magno Malta cometeu tal tolice anos atrás, convidando Xuxa para suas campanhas contra a pedofilia. É a mesma coisa que colocar a raposa para “proteger” o galinheiro.

Famoso evangélico esquerdista vê radicalismo da Lei da Palmada

Agora que a vontade de Dilma, Xuxa e Pr. Paulo Freire foi feita, como ficará a situação de policiais cristãos e descrentes que recebem denúncias de vizinhos ou de crianças que delatam os pais por aplicar necessários castigos físicos neles? Vai depender da boa vontade e misericórdia dos policiais, pois se depender da misericórdia de Dilma, de Xuxa e da bancada evangélica, eles vão direto para a cadeia.
A Lei da Palmada é tão ridícula e representa tanto risco para pais e mães, que você não precisa ser conservador para ver o óbvio. Danilo Fernandes, dono do tabloide Genizah, recentemente fez declarações impressionantes sobre essa lei e as pretensões de Xuxa em seu artigo “Danilo Fernandes: Xuxa só para bobinhos e desconforto da família brasileira.”
Tenho muitas discordâncias com as posturas esquerdistas de Danilo, mas nessa questão, concordo totalmente com ele. Ele está de parabéns.

Qual o próximo passo de Xuxa? Abaixar idade legal de consentimento sexual?

Agora a rainha da erotização infantil, que participou de cena de erotismo e pedofilia no filme “Amor Estranho Amor” com um menino de 12 anos em 1982, quando ela tinha mais de 18 anos, está livre para correr atrás de outras ambições. Quem sabe uma lei para abaixar a idade legal de consentimento sexual para 12 anos, tornando-a assim eternamente livre da mancha de seu antigo filme pró-pedofilia. As portas estariam assim abertas para ela fazer muitos filmes eróticos com crianças de 12 anos.
Xuxa em cena pedofílica no filme Amor Estranho Amor
E se uma lei para abaixar a idade de consentimento sexual não for aprovada? Para Xuxa, não há absolutamente nenhum problema. Ela nunca foi multada nem presa por sua pedofilia cinematográfica. Não existe lei para pegá-la.
Mas por causa dela, agora há lei para pegar os pais e mães do Brasil! E, repetindo, tudo vai depender da misericórdia dos policiais que atenderem a uma denúncia de criança que levou uma palmada, cintada ou varada.

Os pais e a polícia na porta de casa

Num vídeo muito interessante que está fazendo sucesso no Youtube (neste link: http://youtu.be/WeMEyuigSFQ), uma dupla de policiais é chamada para atender ao caso de um menino desobediente que levou umas cintadas da mãe. Pela lei da Xuxa, a mãe é uma “criminosa,” e o policial que não a algemar e levar presa cometeu violação da lei. Veja o vídeo para entender o dilema.

E se os policiais tivessem sido chamados para atender a uma chamada para prender Xuxa por seu papel no filme pró-pedofilia? Ou, na visão pervertida de Xuxa, palmada merece cadeia, mas pedofilia não?
E se os policiais tivessem sido chamados para atender à denúncia de um cidadão contra o governo de Dilma Rousseff, que vive defendendo o assassinato de crianças no útero? Eles seriam amparados pela lei para atuar em defesa das crianças e prender os ministros de Dilma que defendem o aborto?
E se os policiais tivessem sido chamados para atender ao caso de um bruxo de tribo que determinou a tortura, sacrifício e morte de crianças indígenas? Infelizmente, nesse caso, a lei está do lado do bruxo, não da criança.
No caso dos pais que não são bruxos que determinam tortura e assassinato de crianças nem são defensores do aborto, seu destino dependerá da bondade dos policiais. Se os policiais não tiverem coração bom, os pais cristãos poderão passar pelo mesmo inferno estatal pelo qual passou o Pr. Jeremias Albuquerque Rocha.
A pergunta importante é: com tantas crianças ameaçadas de morte, sem nenhuma lei para intervir contra os assassinos, por que agora o Estado brasileiro atende aos caprichos de uma artista pró-pedofilia para punir pais e mães que atendem ao chamado da Lei de Deus para usar a vara a fim de livrar a alma de seus filhos de ir para o inferno? Se a mente pervertida de Xuxa e outros iguala vara e cintadas à tortura e morte, por que os pais que disciplinam e não matam devem enfrentar o peso da lei injusta enquanto que os abortistas e os bruxos indígenas que torturam e matam crianças não enfrentam nenhum peso da lei?
Como é que a população permite que os injustos punam pais e mães, transformando-os em criminosos, mas deixa impunes bruxos assassinos, abortistas e artistas pró-pedofilia, e ainda os transforma em heróis?
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